{"id":307,"date":"2026-08-11T18:23:23","date_gmt":"2026-08-11T18:23:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=307"},"modified":"2026-08-11T18:23:23","modified_gmt":"2026-08-11T18:23:23","slug":"as-formigas-da-faxina-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/08\/11\/as-formigas-da-faxina-1\/","title":{"rendered":"As Formigas da Faxina &#8211; 1"},"content":{"rendered":"\n<p>As Formigas da Faxina! Parte 1<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ver\u00e3o com Bom Humor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>H\u00e1 um ditado (n\u00e3o deitado!) popular aqui no Garr\u00e3o do governo \u201cLeitoso\u201d do Brasil que avisa<strong>: N\u00e3o mexe com que t\u00e1 quieto! <\/strong>Pois \u00e9, foi publicar os causos das formigas e do areal da Faxina que as mensagens pipocaram.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa \u2013 \u201cMeu tio contava de uma vez que ele estava na casa do av\u00f4, na Faxina, e o v\u00f4 plantava mandioca e fazia farinha. Dizia ser a melhor farinha dessa banda. E o av\u00f4 tinha ganhado uma lanterna alem\u00e3 de um engenheiro do governo que estava l\u00e1 medido a estrada para a praia. Era uma \u00e9poca dif\u00edcil de conseguir pilhas novas, mas ele encomendava na Casa Veiga defronte a Pra\u00e7a da Borracheira (Centro Hist\u00f3rico). Quando as pilhas estava fracas ele dava uma esquentada na chapa do fog\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o foi que um dia a lanterna sumiu. Procuraram pra tudo que \u00e9 lado e nada. Como meu tio andou pegando a lanterna sem pedir, recebeu a culpa. Tem uma est\u00f3ria dum tal de fogo assombrado que aparece pelo campo e diziam ser almas penadas ou depenadas se fosse hoje. Conhece? Pois \u00e9. Uma noite, escura que nem um breu, noite de desentocar rinch\u00e3o a paulada, ca\u00e7ar lobisomem e escutar griteiro de bruxa, apareceu uma luz que acendia e apagava no meio da ro\u00e7a de mandioca. O pessoal se trancou dentro de casa e se armou de fac\u00e3o e garrucha. Meu tio pegou uma foice.<\/p>\n\n\n\n<p>De dia, s\u00f3 umas covas no areal que parecia buraco de tatu. E aquilo se repetiu e at\u00e9 o padre veio benzer. Teve uma noite que a luz acendia dentro da atafona do v\u00f4 e at\u00e9 a pedra de moer fez barulho. Edinho de Deus, a\u00ed foi feio. Mandaram as mulheres e as crian\u00e7as pra vila (Viam\u00e3o). A Brigada arriou e se mixou. Teve taura que fedeu nas bombachas. Mandaram uns cavaleiros na fazenda do velho Serapi\u00e3o. Sabe que Goulart tem m\u00e3o grande. Desse convocado a m\u00e3o era do tamanho de um disco de arado. Eles juravam de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Valente uma barbaridade. Uma vez, o boi da carreta empacou e era boi de g\u00eanio mal\u00e9vo (ruim) como correntino (argentino de Corrientes). Ele se reminou (embrabeceu) e deu um soco na cabe\u00e7a do boi, naquela zona morta entre as duas aspas. O bicho bufou e se ajoelhou, como quem pede perd\u00e3o. E nunca mais se aventurou de empacar. Quando pensava em amea\u00e7ar, olhava pros lado pra ver se o Goulart estava por perto. Pegou prumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais voltemo ao causo! E o homem se veio para a fazendola do v\u00f4 e armou plant\u00e3o de noite. Com aquele soco nem precisava de outras armas. E foi l\u00e1 pela meia madrugada, um bugio roncou na figueira e a luz piscou nas toiceras (touceiras).<\/p>\n\n\n\n<p>O Goulart\u00e3o saltou como bote de on\u00e7a. Chegando no beira do mato, devia ter umas 50 formigas. Uma delas era do tamanho de um cachorro fox. Ela segurava a lanterna e as outras carregam coisas para dentro das tocas. Dizem que ficaram se encarando quase meia hora, at\u00e9 que as formigas largaram a lanterna e se enfiaram nas tocas. Arriaram a bandeira pro Goulart\u00e3o. Se tudo \u00e9 verdade ou uma parte eu n\u00e3o sei, mas esse causo era contado na minha fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pelo sim, pelo n\u00e3o. Vi, eu n\u00e3o vi. As testemunhas do sucedido j\u00e1 est\u00e3o fazendo farinha no c\u00e9u.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>2026.01.27 &#8211; As Formigas da Faxina 1<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Olimpio \u2013 Cr\u00f4nicas &amp; Agudas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Formigas da Faxina! Parte 1 Ver\u00e3o com Bom Humor. H\u00e1 um ditado (n\u00e3o deitado!) popular aqui no Garr\u00e3o do governo \u201cLeitoso\u201d do Brasil que avisa: N\u00e3o mexe com que t\u00e1 quieto! Pois \u00e9, foi publicar os causos das formigas e do areal da Faxina que as mensagens pipocaram. 1\u00aa \u2013 \u201cMeu tio contava de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/307"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=307"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/307\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":308,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/307\/revisions\/308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}