{"id":309,"date":"2026-08-11T18:24:56","date_gmt":"2026-08-11T18:24:56","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=309"},"modified":"2026-08-11T18:24:56","modified_gmt":"2026-08-11T18:24:56","slug":"eu-sou-viamao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/08\/11\/eu-sou-viamao\/","title":{"rendered":"Eu Sou Viam\u00e3o!"},"content":{"rendered":"\n<p>Eu Sou Viam\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sou <strong>Viam\u00e3o<\/strong>, senhor das coxilhas e guardi\u00e3o das madrugadas.<br>Sou onde o sol primeiro se espregui\u00e7a no pago,<br>e o mate, na cuia de gera\u00e7\u00f5es, canta hist\u00f3rias de um tempo antigo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fui prece antes de pra\u00e7a, e cruz antes de estrada.<br>Na velha Igreja, que nem o tempo ousa desmanchar,<br>mora a f\u00e9 dos tropeiros e o sil\u00eancio dos sinos.<br>\u00c9 ali que o vento reza, e a hist\u00f3ria cochicha nas frestas da madeira santa.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Na beira do mar, sou farol.<br><strong>Itapu\u00e3<\/strong> me alumia as origens \u2014<br>foi ali que os passos primeiros fincaram a alma na terra braba,<br>entre sambaquis e sonhos de um povo que viria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Sou <strong>Tarum\u00e3<\/strong> em tarde de ronco.<br>Meu cora\u00e7\u00e3o corre junto aos carros,<br>feito potro xucro, domado s\u00f3 pela paix\u00e3o da velocidade.<br>As retas s\u00e3o versos e as curvas, refr\u00f5es de uma can\u00e7\u00e3o de coragem.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Nos bancos de pra\u00e7a e nos volantes antigos,<br>sou saudade viva dos que guiavam destinos.<br>Os carros de pra\u00e7a \u2014 mais que t\u00e1xis, eram confession\u00e1rios sobre rodas,<br>outrora puxados por cavalo, depois por sonho e motor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E entre esses retratos que o tempo n\u00e3o desbota,<br>h\u00e1 um nome gravado com bisturi e cora\u00e7\u00e3o:<br><strong>sou m\u00e9dico de voca\u00e7\u00e3o,<br><\/strong>sete d\u00e9cadas mais quatro de caminhada,<br>curando com ci\u00eancia e afeto,<br>ouvindo o corpo e o sil\u00eancio das almas.<br>Decano me chamam, mas sou apenas homem de palavra e jaleco,<br>que escreve e escuta o que Viam\u00e3o tem a contar.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Porque n\u00e3o sou s\u00f3 um, sou muitos:<br>sou o menino que correu descal\u00e7o nas ruas de ch\u00e3o batido,<br>o velho que hoje lembra,<br>o cronista que escreve para n\u00e3o esquecer,<br>e o amigo que sempre volta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eu sou Viam\u00e3o!<\/strong><br>E quem me conhece, sabe:<br>n\u00e3o \u00e9 preciso nascer aqui pra pertencer.<br>Basta sentir o campo,<br>ouvir os sinos,<br>respeitar a mem\u00f3ria<br>e carregar no peito a honra de fazer parte desta quer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>2026.02.02 \u2013 Eu Sou Viam\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Olimpio \u2013 Cr\u00f4nicas &amp; Agudas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu Sou Viam\u00e3o! Sou Viam\u00e3o, senhor das coxilhas e guardi\u00e3o das madrugadas.Sou onde o sol primeiro se espregui\u00e7a no pago,e o mate, na cuia de gera\u00e7\u00f5es, canta hist\u00f3rias de um tempo antigo. Fui prece antes de pra\u00e7a, e cruz antes de estrada.Na velha Igreja, que nem o tempo ousa desmanchar,mora a f\u00e9 dos tropeiros e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=309"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":310,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309\/revisions\/310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}