{"id":311,"date":"2026-08-11T18:26:46","date_gmt":"2026-08-11T18:26:46","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=311"},"modified":"2026-08-11T18:26:46","modified_gmt":"2026-08-11T18:26:46","slug":"earworm-3-verme-do-ouvido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/08\/11\/earworm-3-verme-do-ouvido\/","title":{"rendered":"Earworm 3 &#8211; &#8220;Verme do Ouvido&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cEarworm\u201d 3 (\u201cVerme de Ouvido\u201d)<\/p>\n\n\n\n<p>Calma a\u00ed \u201cgalera\u201d (estou meio modernoso, me atualizando no vocabul\u00e1rio), conto sobre o \u201cBuraco do Padre\u201d. Vamos por partes que n\u00e3o s\u00e3o anat\u00f4micas, pois seriam pecados mortais como os malditos \u201catentados ao estado democr\u00e1tico\u201d. Nas franjas da ERS 40, na Viam\u00f3polis, tem uma igreja e l\u00e1, no seu distante in\u00edcio de escava\u00e7\u00e3o e alicerces, criou-se um espa\u00e7o, como os tradicionais sal\u00f5es paroquiais, para casamentos (juro que havia!), anivers\u00e1rios, reuni\u00f5es comunit\u00e1rias e \u201creuni\u00f5es dan\u00e7antes\u201d. Abrigados no sobsolo, sob a laje de concreto, com conjunto musical (de verdade com criaturas humanas tocando bateria, que n\u00e3o eram como as el\u00e9tricas dos carros de ontem, guitarras)&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A galera (t\u00f4 pegando jeito!), todo territ\u00f3rio era gente que se bandeava das vilas e os \u201cbonitos\u201d do Centro de Viam\u00e3o City iam encantar as prendas, linda mo\u00e7oilas. Com chicletes Ping-Pong e Adams para dar um estilo, cal\u00e7as boca de sino e colarinhos ou golas altas. Incrementando com uma cal\u00e7a \u201csaint-tropez\u201d. Sentiram a maldade, o intuito? O prop\u00f3sito?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cMe deixa morder a sua orelha | Me deixa beijar a sua boca | Me deixa eu te amar do jeito que eu quiser | Me deixa eu ser sua mania, mania de voc\u00ea.\u201d \u2013 Rita Lee em \u201cMania de Voc\u00ea\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma ode \u00e0 sensualidade pura, mas com carinho e entrega. \u00c9 um dos cl\u00e1ssicos em que uma gera\u00e7\u00e3o canta baixinho. Ou sussurra, ou um ronronar nos ouvidos do flerte, ou amados. Quando o garoto, o jovem, o homem acariciava os cabelos da amada, quando o rel\u00f3gio do tempo fazia a vez de plateia e assistia no palco iluminado da vida o encontro de seres que buscam encontrar o significado para uma exist\u00eancia. Horm\u00f4nios devassam os \u00f3rg\u00e3os, a sexualidade sobe a montanha.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o com a \u201cf\u00faria\u201d de Djavan em \u201cEu te devoro\u201d. Ops! N\u00e3o h\u00e1 nenhum canibalismo ou antropofagia aos incautos ou obnubilados numa nuvem passageira e adocicada de canabis. Veja:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cEu te devoro com os olhos \/ Eu te devoro com a boca \/ Eu te devoro com as m\u00e3os \/ Eu te devoro, eu te devoro.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Djavan busca (e encontra?) uma sensualidade po\u00e9tica intensa que clama com intensidade e aleg\u00f3rica voracidade, com um amor profundo. Cr\u00edticos alegam que Djavan sempre soube equilibrar desejo e respeito em sua letra. Entretanto, h\u00e1 diverg\u00eancias ou controv\u00e9rsias que escapam de \u201cdireita ou esquerda\u201d. Ou de alguma pedalada liter\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cNem mesmo o c\u00e9u, nem mesmo o mar, nem as estrelas | N\u00e3o podem expressar o quanto eu te amo | Nem me explicar.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa acima voc\u00ea j\u00e1 sacou e tirou de letra \u2013 uhuuu! Pois \u00e9: \u201c<strong>Como \u00e9 grande o meu amor por voc\u00ea<\/strong>\u201d de Roberto Carlos. \u00c9 quase imposs\u00edvel uma criatura que batuca amor no peito, que suas coron\u00e1rias se enchem de gra\u00e7a ao pensar, quanto mais tocar, sua amada e ela retribuir. Importante mesmo! Sei que voc\u00ea j\u00e1 se embalou numa das letras do Erasmo e do Roberto, E quem n\u00e3o? O trecho acima tem o poder da divindade, \u00e9 o cl\u00e1ssico dos cl\u00e1ssicos. Aqui Roberto deixa de ser brasileiro somente, \u00e9 universal. Aqui a criatura, o homem sente, transpira e reconhece, tamb\u00e9m admite sem contesta\u00e7\u00e3o que a linguagem, que nosso vocabul\u00e1rio humano \u00e9 pequeno demais para medir o que se sente. \u00c9 a can\u00e7\u00e3o da plena entrega, da entrega total. Uma devo\u00e7\u00e3o absoluta!<\/p>\n\n\n\n<p><em>Que legal! Estamos curtindo, apreciando, revelando fagulhas cintilantes de nossos esp\u00edritos. Sua companhia, amigo leitor, gera Luz no escritor. Envie mensagens e compartilhe, principalmente para quem voc\u00ea entrega seu cora\u00e7\u00e3o! Sa\u00fade e Abra\u00e7o do Eds.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>2026.02.10 &#8211; \u201cEarworm\u201d 3 (\u201cVerme de Ouvido\u201d)<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Olimpio \u2013 Cr\u00f4nicas &amp; Agudas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEarworm\u201d 3 (\u201cVerme de Ouvido\u201d) Calma a\u00ed \u201cgalera\u201d (estou meio modernoso, me atualizando no vocabul\u00e1rio), conto sobre o \u201cBuraco do Padre\u201d. Vamos por partes que n\u00e3o s\u00e3o anat\u00f4micas, pois seriam pecados mortais como os malditos \u201catentados ao estado democr\u00e1tico\u201d. 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