{"id":338,"date":"2026-08-19T19:10:36","date_gmt":"2026-08-19T19:10:36","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=338"},"modified":"2026-08-19T19:10:36","modified_gmt":"2026-08-19T19:10:36","slug":"posca-ou-vinagre-misterio-2026-03-17-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/08\/19\/posca-ou-vinagre-misterio-2026-03-17-2\/","title":{"rendered":"Posca ou Vinagre? Mist\u00e9rio. 2026.03.17"},"content":{"rendered":"\n<p>O Mart\u00edrio de Jesus Cristo Parte 1<\/p>\n\n\n\n<p><em>Com amor e o mais eterno respeito vamos mergulhar, adentrar numa importante an\u00e1lise hist\u00f3rica e teol\u00f3gica: epis\u00f3dio do vinagre na cruz, que \u00e9 um daqueles momentos onde a arqueologia, a cultura militar romana e as profecias b\u00edblicas se encontram de forma fascinante.<\/em><\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\">\n<li>A Refer\u00eancia B\u00edblica e a Realidade Romana<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Sim, o fato \u00e9 mencionado nos quatro Evangelhos (Mateus 27:48, Marcos 15:36, Lucas 23:36 e Jo\u00e3o 19:29). No entanto, o termo &#8220;vinagre&#8221; pode levar a uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada hoje em dia. Naquela \u00e9poca, dificilmente seria o vinagre de cozinha puro que conhecemos, mas sim a <strong>Posca<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2. O que era a Posca?<\/strong><strong> <\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Posca<\/strong> era a bebida oficial e cotidiana das legi\u00f5es romanas. Era uma mistura de: <strong>Acetum:<\/strong> Vinho azedo ou vinagre de vinho que j\u00e1 havia passado do ponto de consumo refinado. <strong>\u00c1gua:<\/strong> Para dilui\u00e7\u00e3o. <strong>Ervas e Mel:<\/strong> Ocasionalmente adicionados para melhorar o sabor. <strong>Por que os soldados bebiam isso?<\/strong> Voc\u00ea est\u00e1 correto em sua intui\u00e7\u00e3o: a acidez do vinagre ajudava a matar parte das bact\u00e9rias da \u00e1gua (que muitas vezes era estagnada ou impura em acampamentos), fornecia vitamina C e era muito mais refrescante e reidratante do que a \u00e1gua pura sob o sol escaldante. Al\u00e9m disso, era barata e evitava a embriaguez das tropas em servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Jesus recebeu Vinagre Puro ou Posca?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>\u00c9 altamente prov\u00e1vel, para n\u00e3o dizer certo, que Jesus tenha recebido <strong>Posca<\/strong>. Os soldados que guardavam o local da execu\u00e7\u00e3o estavam &#8220;em servi\u00e7o&#8221;. Eles n\u00e3o teriam um banquete ou vinho fino ali, mas tinham seus cantis de Posca. Jo\u00e3o 19:29 menciona que <em>&#8220;havia ali um vaso cheio de vinagre&#8221;<\/em>. Esse vaso era, possivelmente, a ra\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de bebida daqueles soldados.<\/li>\n\n\n\n<li>&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>4. Inten\u00e7\u00f5es e Significados<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ato de dar a bebida a Jesus tem camadas diferentes de interpreta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li><strong>O Cumprimento Prof\u00e9tico:<\/strong> Para os escritores b\u00edblicos, o gesto cumpre o <strong>Salmo 69:21<\/strong>: <em>&#8220;Na minha sede deram-me a beber vinagre&#8221;<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Miseric\u00f3rdia vs. Esc\u00e1rnio:<\/strong> * <strong>Esc\u00e1rnio:<\/strong> Lucas sugere que os soldados o provocavam oferecendo a bebida (como se dissessem: &#8220;Aqui est\u00e1 o seu vinho real, \u00f3 Rei&#8221;).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul>\n<li><strong>Miseric\u00f3rdia Pr\u00e1tica:<\/strong> Por outro lado, molhar os l\u00e1bios de um condenado com Posca era um gesto para prolongar a vida por mais alguns minutos ou aliviar a agonia da garganta seca pela asfixia e desidrata\u00e7\u00e3o da cruz.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>O Contraste do Vinho com Mirra.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Antes da crucifica\u00e7\u00e3o, ofereceram a Ele vinho misturado com mirra (um tipo de anest\u00e9sico), que Ele <strong>recusou<\/strong> para manter a consci\u00eancia plena. O &#8220;vinagre&#8221; (Posca) no final Ele aceitou (ou ao menos provou) logo antes de expirar. A Posca representa a <strong>humanidade comum<\/strong> e a <strong>presen\u00e7a militar<\/strong>. Ao beber a Posca, Jesus compartilha da bebida do degrau mais baixo da sociedade romana: o soldado comum e o escravo. N\u00e3o era um veneno, mas uma bebida de sobreviv\u00eancia, amarga e \u00e1cida, que simbolizava o &#8220;c\u00e1lice&#8221; de sofrimento que Ele estava terminando de beber.<\/p>\n\n\n\n<p>2026.03.17 \u2013 Posca ou Vinagre 1-<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"570\" height=\"396\" src=\"\"> O Mart\u00edrio de Jesus<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Olimpio \u2013 Cr\u00f4nicas &amp; Agudas<\/p>\n\n\n\n<p>HIST\u00d3RIA DA MEDICINA<\/p>\n\n\n\n<p>Observa\u00e7\u00e3o Natacha: A imagem ser\u00e1 usada em outros canais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mart\u00edrio de Jesus Cristo Parte 1 Com amor e o mais eterno respeito vamos mergulhar, adentrar numa importante an\u00e1lise hist\u00f3rica e teol\u00f3gica: epis\u00f3dio do vinagre na cruz, que \u00e9 um daqueles momentos onde a arqueologia, a cultura militar romana e as profecias b\u00edblicas se encontram de forma fascinante. Sim, o fato \u00e9 mencionado nos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/338"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":339,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/338\/revisions\/339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}