{"id":376,"date":"2026-08-27T17:34:35","date_gmt":"2026-08-27T17:34:35","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=376"},"modified":"2026-08-27T17:34:35","modified_gmt":"2026-08-27T17:34:35","slug":"a-lida-do-sono-e-a-sementeira-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/08\/27\/a-lida-do-sono-e-a-sementeira-da-vida\/","title":{"rendered":"A Lida do Sono e a Sementeira da Vida!"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma Peleia de Amor entre Len\u00e7\u00f3is ou Pelegos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Diz o ditado que &#8220;quem n\u00e3o descansa, n\u00e3o alcan\u00e7a&#8221;, mas a hist\u00f3ria nos conta que os antigos sabiam de um segredo que a luz el\u00e9trica acabou por extinguir, feito fogo de palha no vento. Antes que o mundo se tornasse esse corre-corre de rel\u00f3gio de pulso, cliques de computador, &nbsp;o homem n\u00e3o dormia de um f\u00f4lego s\u00f3. O sono era como um <strong>baio gateado<\/strong>: tinha suas manhas e seus intervalos. Seus <strong>por\u00e9m<\/strong> e seus <strong>entretanto<\/strong>!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Primeiro Sono e a Quietude do Corpo.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando o sol se escondia nas coxilhas e a &#8220;estradinha de Santiago&#8221; (a Via L\u00e1ctea) surgia no c\u00e9u, o vivente se recolhia. Era o <strong>Primeiro Sono<\/strong>. M\u00e9dicos de antanho, l\u00e1 do tempo em que se curava com ervas e rezas, diziam que esse era o descanso da <strong><em>carca\u00e7a<\/em><\/strong>. Era o momento do corpo &#8220;cozinhar&#8221; o churrasco da janta, acalmando os humores e baixando a poeira da lida bruta \u2013 <strong>Regimen Sanitatis Salernitanum<\/strong>, famoso manual m\u00e9dico da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A &#8220;Vigil\u00e2ncia&#8221;: O Intervalo da Cria\u00e7\u00e3o.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1 pela meia-noite, o \u00edndio acordava. Mas n\u00e3o era aquele despertar sobressaltado de quem perdeu o gado. Era um despertar sereno, uma &#8220;folga&#8221; no meio da noite que os antigos chamavam de <strong>Vigil\u00e2ncia<\/strong>. \u00c9 aqui, que a hist\u00f3ria se cruza com a biologia. &#8220;<em>Era no sil\u00eancio do galp\u00e3o da alma, entre o primeiro e o segundo sono, que a semente encontrava terra f\u00e9rtil.&#8221;<\/em> Depois da Peste Negra, que passou feito um minuano gelado ceifando um ter\u00e7o dos viventes da Europa, a m\u00e3o de obra ficou mais cara que cavalo de patr\u00e3o. Nobres senhores e a pr\u00f3pria Igreja olhavam para as sesmarias vazias e sabiam: \u201c<em>Precisamos de Gente!<\/em> E a recomenda\u00e7\u00e3o vinha certeira, como um la\u00e7o bem jogado<em>: o sexo na Vigil\u00e2ncia era o mais produtivo. Gostoso e criativo! Bom para os dois e bom para o servi\u00e7o e a reprodu\u00e7\u00e3o aos olhos de Deus.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Ci\u00eancia por Tr\u00e1s do Poncho da Noite.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por que essa &#8220;estrat\u00e9gia de reprodu\u00e7\u00e3o&#8221; funcionava? Imagine um pingo (cavalo) que galopou o dia todo. Se voc\u00ea tentar encilh\u00e1-lo logo na chegada, ele nega o arreio. Mas, se der a ele umas horas de pasto e \u00e1gua, no meio da noite ele est\u00e1 pronto para outra jornada. 1. <strong>O Sossego dos Horm\u00f4nios:<\/strong> Naquele intervalo, o cortisol (o horm\u00f4nio do estresse, esse bicho brabo) estava l\u00e1 embaixo. 2. <strong>O Reparo Biol\u00f3gico:<\/strong> O corpo j\u00e1 tinha feito a primeira manuten\u00e7\u00e3o. A testosterona e outros flu\u00eddos estavam &#8220;apurados&#8221;, prontos para a sementeira. 3. <strong>A Entrega Sem Pressa:<\/strong> Sem o cansa\u00e7o do dia e sem a pressa do alvorecer, o casal se encontrava na mais pura calma \u2014 e a natureza, que n\u00e3o \u00e9 boba nem nada, aproveitava esse remanso para garantir a sucess\u00e3o da esp\u00e9cie. A Igreja usava a B\u00edblia: Genesis 1:28 (ao criar o homem e a mulher) e em Genesis 9:1 e 9:7 (para No\u00e9 e seus filhos ap\u00f3s o Dil\u00favio).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Segundo Sono e o Despertar da Vida<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois desse &#8220;entrevero&#8221; de afeto (\u2018s\u00eamen mais forte e \u00fatero mais receptivo\u2019), vinha o <strong>Segundo Sono<\/strong>, mais profundo, onde o corpo selava o compromisso com a vida. Ao clarear o dia, o homem e a mulher estavam prontos para a labuta, e o ventre da amada, quem sabe, j\u00e1 guardava o futuro herdeiro das terras, da heran\u00e7a de amor ou da natureza do compromisso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Que Fica para N\u00f3s? Sobreviventes da corrup\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade prec\u00e1ria.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Hoje, trocamos o candeeiro pelo celular e o sono bif\u00e1sico pela ins\u00f4nia monof\u00e1sica. Mas fica a li\u00e7\u00e3o did\u00e1tica para m\u00e9dicos e educadores: <strong>a fertilidade e a sa\u00fade caminham no passo do descanso.<\/strong> N\u00e3o se colhe boa safra em terra esturricada pelo estresse. A Peste Negra mudou a economia, inflacionou o bra\u00e7o do trabalhador e nos ensinou que, no aperto da falta de gente (ceifou quase a metade dos europeus), a biologia respeitada \u00e9 o melhor rem\u00e9dio. Aquela recomenda\u00e7\u00e3o antiga n\u00e3o era supersti\u00e7\u00e3o de carrapicho; era a sabedoria de quem entendia que a vida, assim como um bom mate, precisa de tempo para &#8220;curar&#8221; e mostrar seu melhor sabor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2026.06.02 &#8211; A Lida do Sono e a Sementeira da Vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma Peleia de Amor entre Len\u00e7\u00f3is.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edson Olimpio Oliveira \u2013 Cr\u00f4nicas &amp; Agudas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>HIST\u00d3RIA da MEDICINA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00f4nicas &amp; Agudas traz para Voc\u00ea: Conhecimento e Sabedoria!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma Peleia de Amor entre Len\u00e7\u00f3is ou Pelegos. Diz o ditado que &#8220;quem n\u00e3o descansa, n\u00e3o alcan\u00e7a&#8221;, mas a hist\u00f3ria nos conta que os antigos sabiam de um segredo que a luz el\u00e9trica acabou por extinguir, feito fogo de palha no vento. Antes que o mundo se tornasse esse corre-corre de rel\u00f3gio de pulso, cliques [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-376","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=376"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":377,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376\/revisions\/377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}