{"id":387,"date":"2026-09-10T17:18:47","date_gmt":"2026-09-10T17:18:47","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=387"},"modified":"2026-09-10T17:18:47","modified_gmt":"2026-09-10T17:18:47","slug":"vida-saudavel-com-intercorrencias-de-doenca-ou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/09\/10\/vida-saudavel-com-intercorrencias-de-doenca-ou\/","title":{"rendered":"Vida Saud\u00e1vel com Intercorr\u00eancias de Doen\u00e7a ou"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Vida Doente com Per\u00edodos de Sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Desde crian\u00e7a aprendemos a desejar sa\u00fade. Quando algu\u00e9m espirra, desejamos sa\u00fade. Quando algu\u00e9m adoece, rezamos por sa\u00fade. Quando encontramos um amigo, perguntamos pela sa\u00fade da fam\u00edlia. Mas raramente paramos para refletir sobre uma pergunta simples: vivemos uma vida saud\u00e1vel com alguns per\u00edodos de doen\u00e7a ou vivemos uma vida doente com breves per\u00edodos de sa\u00fade?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O corpo humano \u00e9 uma obra extraordin\u00e1ria<\/strong>, mas tamb\u00e9m uma estrutura fr\u00e1gil. Milh\u00f5es de c\u00e9lulas nascem e morrem a cada instante. Prote\u00ednas se formam e se desfazem. Fluidos precisam manter equil\u00edbrio delicado. Correntes el\u00e9tricas percorrem nervos. Microrganismos habitam o intestino, esse &#8220;segundo c\u00e9rebro&#8221; que a ci\u00eancia moderna redescobre a cada dia. Tudo funciona como uma balan\u00e7a permanentemente inclinada para a desordem, exigindo corre\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas para permanecer de p\u00e9. Talvez por isso a sa\u00fade seja menos um estado permanente e mais um instante de harmonia. Entre uma gripe e outra, entre uma dor e outra, entre uma preocupa\u00e7\u00e3o e outra, experimentamos per\u00edodos em que o corpo e a mente caminham juntos sem protestos. E justamente por serem raros, esses momentos passam despercebidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A filosofia estoica ensinava: o sofrimento faz parte da condi\u00e7\u00e3o humana.<\/strong> Muitas tradi\u00e7\u00f5es espirituais foram al\u00e9m, considerando o corpo uma morada tempor\u00e1ria da alma, um instrumento de aprendizado ou mesmo de resgate. Sob essa \u00f3tica, a enfermidade deixa de ser uma exce\u00e7\u00e3o e passa a ser parte integrante da jornada. H\u00e1 ainda um detalhe frequentemente esquecido: nem toda doen\u00e7a habita o corpo. Quantas vezes exames revelam normalidade enquanto a mente carrega ang\u00fastias, medos, ressentimentos ou desesperan\u00e7as? E quantas vezes um corpo limitado pela enfermidade abriga uma alma serena e luminosa?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Talvez seja por isso que os milagres, em todas as culturas, quase sempre envolvam cura. O homem sonha com sa\u00fade porque percebe sua aus\u00eancia. N\u00e3o implora pelo que possui em abund\u00e2ncia. Pede aquilo que lhe falta ou aquilo que teme perder.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O velho ga\u00facho talvez resumisse tudo isso de maneira mais simples<\/strong>. Diria que a vida \u00e9 como atravessar uma estrada de campo depois da chuva: h\u00e1 trechos firmes e h\u00e1 barro. O importante n\u00e3o \u00e9 encontrar um caminho sem atoleiros, mas seguir adiante sem abandonar a marcha. No balan\u00e7o final da exist\u00eancia, talvez descubramos que a sa\u00fade perfeita nunca foi o destino. Foi apenas a clareira entre duas matas, o descanso entre duas lidas, o sol que aparece entre as nuvens para lembrar que vale a pena continuar a viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejo ainda uma ideia forte para fechar nossa prosa com um &#8220;coice de porco&#8221;, daqueles que ficam ecoando e fermentando na mente do vivente: <strong><em>&#8220;Talvez n\u00e3o sejamos criaturas saud\u00e1veis que adoecem de vez em quando. Talvez sejamos criaturas permanentemente em repara\u00e7\u00e3o, agraciadas por breves e preciosos momentos de equil\u00edbrio que chamamos de sa\u00fade.&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tem bastante cheiro de campo, filosofia e humanidade a\u00ed, companheiro. Como diria o velho campeiro, &#8220;sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de doen\u00e7a; \u00e9 o cavalo seguir andando mesmo depois de muitas invernadas com o pe\u00e3o se conhecendo e respeitando a vida&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em><em>Sabedoria<\/em><em>: Quem anda procurando respostas encontra algumas; quem cultiva boas perguntas encontra as belas luzes do horizonte!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Z66 2026.07.07 \u2013 Vida Saud\u00e1vel com Intercorr\u00eancia de Doen\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p>Ou Vida Doente com Per\u00edodos de Sa\u00fade<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Olimpio Oliveira \u2013 Cr\u00f4nicas &amp; Agudas<\/p>\n\n\n\n<p>Jornal Opini\u00e3o de Viam\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida Doente com Per\u00edodos de Sa\u00fade? Desde crian\u00e7a aprendemos a desejar sa\u00fade. Quando algu\u00e9m espirra, desejamos sa\u00fade. Quando algu\u00e9m adoece, rezamos por sa\u00fade. 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