{"id":408,"date":"2026-09-24T19:01:16","date_gmt":"2026-09-24T19:01:16","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=408"},"modified":"2026-09-24T19:01:16","modified_gmt":"2026-09-24T19:01:16","slug":"a-trindade-fatal-2-final-2026-09-22","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/09\/24\/a-trindade-fatal-2-final-2026-09-22\/","title":{"rendered":"A Trindade \u201cFatal\u201d! 2 &#8211; Final  | 2026.09.22"},"content":{"rendered":"\n<p>Iodo \u2013 Mercurocromo &#8211; Mertiolate<\/p>\n\n\n\n<p>Segue o baile, gaiteiro! Uma \u00e9poca heroica desse Edinho do Cabeleira. O iodo era cor \u201cmarrom barro\u201d, trazia uma sentimento de puni\u00e7\u00e3o severa, depois passou mais para uso hospitalar. O merc\u00fario cromo trazia o vermelho do grito engolido. Mudo. Trazia um sentimento de al\u00edvio e de hero\u00edsmo, de macho uma barbaridade. E o mertiolate transparente como \u00e1gua de po\u00e7o, trazia a mensagem de trai\u00e7\u00e3o e triste agonia; hoje, reformulado por clorexidina \u2013 n\u00e3o arde (nem cheira!).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Veredito do Ga\u00facho, bagual desde guri.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Somos sobreviventes. Entre uma carreira atr\u00e1s de uma \u201clargatixa\u201d (filhote de \u201ccocodrilo\u201d), um tombo de bicicleta na Lomba da Paci\u00eancia ou do Fiuza, ou uma topada no futebol, fomos batizados, aben\u00e7oados (?) por esses elixires milagrosos. Atestado para a vizinhan\u00e7a, para os colegas de escola, para as gurias bonitas que a gente n\u00e3o se mixava por pouco. Mesmo numa peleia feia barbaridade, o vivente n\u00e3o arreia e segue de p\u00e9. Muita piazada de hoje \u00e9 tudo spray, indolor e cheirinho de florzinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Saudosa \u00e9poca em que a gente era curado no grito e no carinho bruto (?) das m\u00e3es, que assopravam a ferida enquanto a gente via o c\u00e9u estrelado ao meio dia. \u201cFez arte! Desobedeceu! Agora aguenta.\u201d Quantas vezes, sofria com os \u201cgraves ferimentos\u201d, mais castigos e at\u00e9 chineladas?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reviver \u00e9 Viver Novamente! Como ver o Sol nascer num oceano de Mem\u00f3rias.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fico faceiro uma barbaridade se essas mem\u00f3rias, esses retratos de um tempo que o guri brincava e corria pelas ruas e campinhos de futebol despreocupado, tamb\u00e9m os pais, com o banditismo desenfreado e as \u201cv\u00edtimas da sociedade\u201d acobertadas por um injusti\u00e7a absurda e cruel e uma pol\u00edtica de direitos do bandido e deveres da v\u00edtima..<\/p>\n\n\n\n<p>Um entrevero na sa\u00edda da escola ou no campinho de futebol trouxe esse refresco para a alma. Honrando um tempo em que se era feliz por pouco. Muito pouco! E corajoso por obriga\u00e7\u00e3o, pois sobrevivemos \u00e0 tr\u00edade \u201cfatal\u201d. Reavivando o sorriso maneiro de quem n\u00e3o se mixa por pouco (?), trazendo a foto na mem\u00f3ria de um joelho ralado e pintado de mercurocromo, vermelho em brasa. O vivente ainda arrotava que tinha sangrado muito, um sangue de batalha, e o doutor do Hospital de Caridade, quis dar um monte de pontos, mas o valente n\u00e3o sujou a bombacha.<\/p>\n\n\n\n<p>A casca que se formava era como um bras\u00e3o de coragem, que anotava outra fa\u00e7anha \u2013 furungar, mexer e at\u00e9 arrancar a casca da ferida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o Sagrada.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um brinde \u00e0 nossa hist\u00f3ria. Pela coragem inaudita de enfrentar o algod\u00e3o ou a raquete com mertiolate. Pelo nosso estilo com os joelhos pintados de vermelho. E pela sobreviv\u00eancia, pois as curas do\u00edam mais, muito mais mesmo, que os tombos e peleias. Que os amigos e amigas se encontrem, seja la\u00e7ados pelo amor dessas mem\u00f3rias e sejam novamente \u201cher\u00f3is\u201d desses tempos.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha querida m\u00e3e, a Dona Dora, deve estar rindo comigo nesses instantes sagrados. Creio que a sua m\u00e3e tamb\u00e9m. Creio, tenho certeza de que do\u00eda muito mais nela do que em mim ao enfrentar a \u201ctr\u00edade fatal\u201d. Hoje eu sei!<\/p>\n\n\n\n<p>Z36 2026.09.22 \u2013 A Tr\u00edade Fatal 2 \u2013 Edson Olimpio<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00f4nicas &amp; Agudas \u2013 Jornal Opini\u00e3o de Viam\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>HIST\u00d3RIA da MEDICINA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iodo \u2013 Mercurocromo &#8211; Mertiolate Segue o baile, gaiteiro! Uma \u00e9poca heroica desse Edinho do Cabeleira. O iodo era cor \u201cmarrom barro\u201d, trazia uma sentimento de puni\u00e7\u00e3o severa, depois passou mais para uso hospitalar. O merc\u00fario cromo trazia o vermelho do grito engolido. Mudo. 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