{"id":411,"date":"2026-10-04T17:20:01","date_gmt":"2026-10-04T17:20:01","guid":{"rendered":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/?p=411"},"modified":"2026-10-04T17:20:01","modified_gmt":"2026-10-04T17:20:01","slug":"a-cronica-do-principe-e-o-planalto-2026-09-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revista.edsonolimpio.com.br\/wordpress\/index.php\/2026\/10\/04\/a-cronica-do-principe-e-o-planalto-2026-09-29\/","title":{"rendered":"A Cr\u00f4nica do Pr\u00edncipe e o Planalto!         2026.09.29"},"content":{"rendered":"\n<p>A brutal situa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds doente e gangrenado&nbsp; desde a coluna m\u00e1ster da INjusti\u00e7a&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Em um reino tropical, onde o sol brilha sobre florestas e favelas, havia um Planalto que pulsava como o cora\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o. L\u00e1, entre pal\u00e1cios de concreto e intrigas sussurradas, vivia um homem chamado M\u00edchkin, um pr\u00edncipe de alma pura, cuja bondade desarmava at\u00e9 os mais c\u00ednicos. Como no <strong>\u2018O Idiota\u2019 de Dostoi\u00e9vski<\/strong>, M\u00edchkin acreditava na verdade e na compaix\u00e3o, mas o Planalto era um tabuleiro de xadrez onde pe\u00f5es sonhavam ser reis, e reis temiam ser pe\u00f5es. Nesse meio, o cidad\u00e3o trabalhador e pagador de impostos sustentava vagabundos e corruptos numa sangria intermin\u00e1vel.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil e Dostoi\u00e9vski.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>No Brasil de hoje, o Planalto ecoa a S\u00e3o Petersburgo de Dostoi\u00e9vski<\/strong>, uma arena de vaidades e poder. De um lado, h\u00e1 os que dan\u00e7am em liberdade plena, como Rog\u00f3zhin, o impulsivo, cuja paix\u00e3o pela riqueza e influ\u00eancia o faz oscilar entre o hero\u00edsmo e a destrui\u00e7\u00e3o. Eles s\u00e3o os l\u00edderes que, com discursos inflamados, prometem salvar a na\u00e7\u00e3o enquanto acumulam seguidores e privil\u00e9gios. De outro, h\u00e1 os que carregam tornozeleiras, como Nast\u00e1ssia Fil\u00edppovna, presos a um destino que os marca como vil\u00f5es, mas que ainda atraem olhares de fasc\u00ednio ou \u00f3dio. No Brasil, esses s\u00e3o os perseguidos que, outrora no topo, agora enfrentam a INjusti\u00e7a, confinados por decis\u00f5es malignas que ecoam como trov\u00f5es em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os intoc\u00e1veis do Brasil trazem a \u201clepra\u201d da corrup\u00e7\u00e3o,<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>da roubalheira, e da INjusti\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00edchkin<\/strong>, nosso pr\u00edncipe, caminha entre esses extremos<strong>.<\/strong> Ele v\u00ea um pa\u00eds onde a liberdade \u00e9 um luxo para poucos. Os poderosos, como os generais Epantch\u00edn do romance, desfilam em jantares e redes sociais, intocados pelas crises que assolam os \u2018outros\u2019. Enquanto isso, os &#8220;idiotas&#8221; \u2013 aqueles que ousam falar verdades simples, como M\u00edchkin \u2013 s\u00e3o ridicularizados ou silenciados. No Planalto, a liberdade \u00e9 um espelho que reflete apenas quem est\u00e1 no poder. Um ex-l\u00edder, outrora celebrado, agora usa uma tornozeleira, lembrando que a INjusti\u00e7a, como a epilepsia de M\u00edchkin, surge em convuls\u00f5es imprevis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A chantagem pol\u00edtica e o adubo da vagabundagem e<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>do crime misturado com terrorismo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A cr\u00f4nica do Brasil \u00e9 uma dan\u00e7a de m\u00e1scaras.<\/strong> H\u00e1 quem, como G\u00e2nia, troque princ\u00edpios por promessas de ascens\u00e3o, alinhando-se com o governo ou a oposi\u00e7\u00e3o conforme o vento sopra. H\u00e1 os que, como Ippolit, gritam contra a hipocrisia, mas s\u00e3o ignorados, suas vozes abafadas pelo barulho das redes sociais. E h\u00e1 M\u00edchkin, o idiota, que insiste em acreditar que a verdade pode unir um povo dividido. Ele v\u00ea os protestos, as manchetes, as lives, e pergunta: <strong>\u201cPor que brigamos tanto, se todos queremos o mesmo sol?\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A podrid\u00e3o se perpetua pelo poder criminoso que nasce na sociedade, cresce na pol\u00edtica e deseja se eternizar na INjusti\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No romance, M\u00edchkin n\u00e3o salva ningu\u00e9m; sua bondade \u00e9 trag\u00e9dia. No Brasil, o pr\u00edncipe talvez seja um ativista, um juiz, ou apenas <strong>um cidad\u00e3o que ainda acredita na democracia, na honra, na \u00e9tica e na sagrada liberdade de express\u00e3o<\/strong>. Mas o Planalto n\u00e3o \u00e9 gentil com idiotas. Aqui, a liberdade plena \u00e9 para os que dominam o jogo, enquanto outros, presos por correntes ou tornozeleiras, assistem ao baile de longe. E, no fim, como em Dostoi\u00e9vski, talvez o idiota seja o \u00fanico que enxerga o que realmente importa: <strong>um pa\u00eds que, apesar de tudo, ainda sonha com reden\u00e7\u00e3o.<\/strong> Conseguir\u00e1? O caminho da reden\u00e7\u00e3o come\u00e7a e passa pela sua consci\u00eancia e atitude nas elei\u00e7\u00f5es de outubro! Jamais esque\u00e7a ou subestime, voc\u00ea e cada um de n\u00f3s \u00e9 respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Z 2026.09.29 \u2013 A Cr\u00f4nica do Principe e do Planalto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eds Olimpio \u2013 Cr\u00f4nicas &amp; Agudas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jornal Opini\u00e3o de Viam\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A brutal situa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds doente e gangrenado&nbsp; desde a coluna m\u00e1ster da INjusti\u00e7a&#8230; Em um reino tropical, onde o sol brilha sobre florestas e favelas, havia um Planalto que pulsava como o cora\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o. 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