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MEDICINA DE CABECEIRA!

MEDICINA DE CABECEIRA!

Etnofarmacologia – Remédios Caseiros.

O saber ancestral dos povos indígenas e de civilizações antigas encontra validação (ou a cautela) na ciência moderna. Muitas vezes aquilo que chamamos de “Remédio Caseiro”, persegue uma observação clínica de séculos. Antigos Mestres, com quem convivi nas Enfermarias da Santa Casa de Porto Alegre (sagrado templo da Medicina), abriam as cortinas do tempo, transmitindo o que hoje chamaríamos de “Medicina Baseada em Observação Clínica e Sabedoria de Eras”, Aquilo que “gênios e especialistas de gabinete” chamariam de “desvario”, pela sufocante pressa da modernidade, na verdade, a Medicina de Cabeceira – aquela que não olha apenas para o exame, mas para a biologia da pessoa, sua complexa integridade e sua integração com a natureza.

Azeite de Oliva (AOEV) na Prática Sexual e Menopausa.

Referem-se registros gregos em 350 a.C. de seu uso como lubrificante. Valor Científico: o azeite é riquíssimo em esqualeno, composto natural que também compõe o manto lipídico da pele humana. Isso o torna um ótimo hidratante para a mucosa vulvar. Na Menopausa: seu uso vaginal nas mulheres com câncer de mama (hormônios contraindicados), melhora a dispareunia (dor durante o sexo) e a função sexual após cerca de 12 semanas. Ajuda a fortalecer a mucosa e curar microfissuras decorrentes da atrofia. Risco Crítico – Látex: sendo um óleo, degrada o látex dos preservativos até em minutos, aumentando o risco de rupturas e gravidez indesejada.

Óleo de Coco e Candidíase: Saber Indígena e Microbiologia.

Povos indígenas do Brasil e outras regiões tropicais (Filipinas, Índia) usam nas “coceiras” e corrimentos. Óleo Láurico e Caprílico: o óleo de coco é composto por cerca de 50% de óleo láurico. Em laboratório, esses ácidos graxos de cadeia média têm alta eficácia em romper a membrana celular de fungos, como a Cândida albicans. Tratamento de Leucorreias: embora não substitua os antifúngicos de síntese em casos graves, bem utilizado como adjuvante para aliviar o prurido e restaurar a fisiologia da vulva. A “Anarquia” da Flora: uma controvérsia entre ginecologistas – alguns defendem como lubrificante “mais puro/orgânico” (antifúngico e bactericida); outros alertam que o uso excessivo no canal vaginal pode alterar o pH e a microbiota (lactobacilos de Döderlein), que preferem um ambiente aquoso e não oleoso.

O Resgate da Ciência que o Tempo Não Apaga.

O AOEV melhora a “saúde” do espermatozoide e sua motilidade. Casais tentando engravidar não se recomenda, pois substâncias oleosas dificultam a “natação” através do muco cervical. Antecipavam-se à descoberta de substâncias (oleocantal – anti-inflamatório, etc) no AOEV e do óleo de coco nas coceiras e corrimentos vaginais. Há menções do AOEV trazer melhoras de maior prazo nas disfunções sexuais, principalmente masculina – sem sólidas evidências em trabalhos. Faz parte da Medicina de Cabeceira!

Vivemos uma era de protocolos rigorosos (?) baseados em ideologia e política, em ganhos econômicos e subserviência midiática, contrárias à Medicina real. Quando a Verdade Biológica é resiliente, ela sobrevive nos livros amarelados e na Liberdade das pessoas e das sociedades, mesmo com os grilhões da justiça injusta e criminosa nos rincões do planeta!

2026.01.13 MEDICINA DE CABECEIRA

Edson Olimpio – Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

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