A brutal situação de um país doente e gangrenado desde a coluna máster da INjustiça…
Em um reino tropical, onde o sol brilha sobre florestas e favelas, havia um Planalto que pulsava como o coração de uma nação. Lá, entre palácios de concreto e intrigas sussurradas, vivia um homem chamado Míchkin, um príncipe de alma pura, cuja bondade desarmava até os mais cínicos. Como no ‘O Idiota’ de Dostoiévski, Míchkin acreditava na verdade e na compaixão, mas o Planalto era um tabuleiro de xadrez onde peões sonhavam ser reis, e reis temiam ser peões. Nesse meio, o cidadão trabalhador e pagador de impostos sustentava vagabundos e corruptos numa sangria interminável.
Brasil e Dostoiévski.
No Brasil de hoje, o Planalto ecoa a São Petersburgo de Dostoiévski, uma arena de vaidades e poder. De um lado, há os que dançam em liberdade plena, como Rogózhin, o impulsivo, cuja paixão pela riqueza e influência o faz oscilar entre o heroísmo e a destruição. Eles são os líderes que, com discursos inflamados, prometem salvar a nação enquanto acumulam seguidores e privilégios. De outro, há os que carregam tornozeleiras, como Nastássia Filíppovna, presos a um destino que os marca como vilões, mas que ainda atraem olhares de fascínio ou ódio. No Brasil, esses são os perseguidos que, outrora no topo, agora enfrentam a INjustiça, confinados por decisões malignas que ecoam como trovões em Brasília.
Os intocáveis do Brasil trazem a “lepra” da corrupção,
da roubalheira, e da INjustiça.
Míchkin, nosso príncipe, caminha entre esses extremos. Ele vê um país onde a liberdade é um luxo para poucos. Os poderosos, como os generais Epantchín do romance, desfilam em jantares e redes sociais, intocados pelas crises que assolam os ‘outros’. Enquanto isso, os “idiotas” – aqueles que ousam falar verdades simples, como Míchkin – são ridicularizados ou silenciados. No Planalto, a liberdade é um espelho que reflete apenas quem está no poder. Um ex-líder, outrora celebrado, agora usa uma tornozeleira, lembrando que a INjustiça, como a epilepsia de Míchkin, surge em convulsões imprevisíveis.
A chantagem política e o adubo da vagabundagem e
do crime misturado com terrorismo.
A crônica do Brasil é uma dança de máscaras. Há quem, como Gânia, troque princípios por promessas de ascensão, alinhando-se com o governo ou a oposição conforme o vento sopra. Há os que, como Ippolit, gritam contra a hipocrisia, mas são ignorados, suas vozes abafadas pelo barulho das redes sociais. E há Míchkin, o idiota, que insiste em acreditar que a verdade pode unir um povo dividido. Ele vê os protestos, as manchetes, as lives, e pergunta: “Por que brigamos tanto, se todos queremos o mesmo sol?”
A podridão se perpetua pelo poder criminoso que nasce na sociedade, cresce na política e deseja se eternizar na INjustiça.
No romance, Míchkin não salva ninguém; sua bondade é tragédia. No Brasil, o príncipe talvez seja um ativista, um juiz, ou apenas um cidadão que ainda acredita na democracia, na honra, na ética e na sagrada liberdade de expressão. Mas o Planalto não é gentil com idiotas. Aqui, a liberdade plena é para os que dominam o jogo, enquanto outros, presos por correntes ou tornozeleiras, assistem ao baile de longe. E, no fim, como em Dostoiévski, talvez o idiota seja o único que enxerga o que realmente importa: um país que, apesar de tudo, ainda sonha com redenção. Conseguirá? O caminho da redenção começa e passa pela sua consciência e atitude nas eleições de outubro! Jamais esqueça ou subestime, você e cada um de nós é responsável.
Z 2026.09.29 – A Crônica do Principe e do Planalto
Eds Olimpio – Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão